Como comprar ou vender um veículo pelo preço que vale?

O momento da compra ou venda de um veículo pode ser muito desgastante. Isso porque, tanto o comprador quanto o vendedor, querem fazer o melhor negócios possível, cada qual “puxando a sardinha” para o seu lado. Ou seja, o comprador tentando pagar o menor preço e o vendedor, tentando vender pelo maior preço.
Esse cabo de força, tem que ter um ponto de equilíbrio para que ninguém saia prejudicado. E isso, nós chamaremos de um preço justo.

Mas como saber qual o preço justo para vender ou comprar um carro, que agrade tanto vendedor quanto o comprador?

No decorrer deste artigo, vamos trazer 6 dicas de como fazer uma avaliação completa do veículo, e com isso, ter em mãos todas as informações necessárias para poder estabelecer o preço que realmente vale pagar pelo carro, moto e até mesmo caminhão.

Qual é o preço justo de um veículo usado?

Vamos considerar um preço justo, o quanto o veiculo realmente vale e não apenas o quanto o comprador está disposto a pagar.
Digo isso porque sabemos que, em caso de venda de veículo para concessionárias ou revendas de automóveis (também conhecidas como garagem), tendem a baixar o preço do veículo para poder arcar com custos da revenda, como: comissão do vendedor, nota fiscal, garantia, etc. Mas acima de tudo, vamos considerar que o preço justo será aquele em que tanto vendedor, quanto comprador, ao final da concretização do negócio, estarão satisfeitos pelo acordo firmado, com a certeza de que não foram enganados ou passados pra traz.

Isto posto, vamos as 6 dicas que farão você ter segurança de que está vendendo seu carro por um preço justo.

Dica 1 – Demonstre zelo

Essa dica, pode parecer muito básica, mas grande parte das pessoas não seguem porque não se colocam no lugar do comprador.

Um comprador exigente, quer ver as notas fiscais das revisões junto com o manual atualizado, pois ele entende que, se você é muito cuidadoso com seu veículo e preza por mantê-lo sempre em dia com as manutenções, isso fará muita diferença na vida útil de um veículo e com certeza poderá fazê-lo se diferenciar no mercado positivamente, podendo até agregar um valor maior no momento da negociação.

Dica 2 – Opnião de um especialista – Terceiro

Se disponha a fazer uma vistoria veicular que ateste o estado de conservação do veículo, além de endossar as informações que estão sendo passadas pelo vendedor, essas empresas especializadas como Autolist e Terceira Visão, tem condições de avaliar casos como, aquele “retoque no parachoque”. E dizer se foi apenas um retoque, que é muito comum, ou se existe algo mais grave na estrutura do veículo. Além do mais, aqui estamos falando de incluir no processo, alguém que não tem um interesse direto na concretização do negócio e essa imparcialidade, traz mais segurança para quem está comprando e consequentemente mais autoridade para quem está vendendo.

Dica 3 – Deixe tudo as claras

Uma maneira simples de deixar claro para o comprador do veículo que você não está querendo enganá-lo, é deixar o carro limpo, tanto por dentro quanto por fora.
Um carro limpo é bem mais atraente do que um carro sujo, FATO. Além do que, essa atitude simples, passará uma boa impressão ao comprador de que você realmente se preocupa com o seu veículo.

Ou seja, neste caso, o comprador tem mais segurança para analisar possíveis desgates de pintura, pneus, estofamento, etc. Lembrando sempre, que estamos falando de um preço justo, e não estamos querendo enganar nem ser enganado por ninguém.

Dica 4 – Garantia de procedência

Um veículo pode ter um bom estado de conservação atestado inclusive por uma empresa especializada como citamos na dica 2, mas isso não significa que você está livre de ter problemas. Muito pelo contrário, pois existem estudos que demonstram que uma grande parte da frota de veículos do país possui problemas em relação a Restrições Judiciais, Multas, registro de Roubo e Furto, registro de Sinistros, registro em Leilão, etc. Estes registros poderão gerar problemas na hora de fazer um seguro, financiar o veículo, ou até mesmo na hora de revende-lo.

Para se precaver de problemas como os citados, consulte toda a procedência do veículo através de um serviço especializado, que possui acesso a bases de dados que não estão disponíveis no mercado publicamente. Os relatórios da empresa Consultar Placa, apresentam todas essas informações de uma maneira clara e objetiva, tornando a compra ou venda do veículo mais segura.

Dica 5 – Preço médio de mercado

No brasil, existe um órgão chamado FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que disponibiliza oficialmente consulta pública com o preço médio de veículos, conforme Ano, Marca e Modelo. Ou seja, a tabela FIPE leva em consideração, apenas informações estatísticas sobre aquele tipo de veículo, para sugerir um preço de compra e venda. Mas isso é o suficiente? Evidente que não.

Qual o problema de utilizar apenas a FIPE para avaliar um veículo?

A FIPE não leva em consideração o estado de conservação do veículo, nem tão pouco a quilometragem, dentre outros inúmeros fatores que podem influenciar sim no preço do veículo. Ou seja, a FIPE não leva em consideração características individuais do veículo que esta sendo comercializado, e isso poderá fazer toda a diferença, tanto para quem está comprando, quanto para quem está vendendo.

Neste caso, meu conselho é que você utilize a FIPE apenas como um elemento balizador de mercado, mas não deixe de levar em consideração que, rodas, acessórios, baixa quilometragem e estado de conservação podem elevar esse preço estabelecido pela FIPE.

Dica 6 – A negociação

Nós brasileiros adoramos um desconto não é verdade? Isso faz parte da nossa cultura. Não é incomum, ver as pessoas se gabando porque compraram algo com um super desconto na promoção tal.
Pois bem, então considere que durante a negociação, será inevitável uma “barganha” começando pelo preço anunciado. Em geral os vendedores já consideram que essa fase vai acontecer, e que será inevitável conceder um desconto no valor final do carro para poder agradar ao comprador. Isso não quer dizer que comprador ou vendedor deva sair no prejuízo.

Então lembre-se, se você está na posição de vendedor, coloque um preço inicial que tenha uma margem de negociação pequena e que neste mercado também pode ser chamada de “gordurinha” no preço. Mas veja bem, não vá abusar da “gordurinha”, pois ela pode espantar os compradores.

E se você está na posição de comprador, cuidado na hora de “chorar” um desconto, para não ser ousado de mais e acabar ofendendo o vendedor. O importante nesse caso é nunca, eu disse, nunca fique colocando defeitos no veículo do comprador para poder justificar o desconto pedido. Essa atitude só fará o vendedor não querer vender o carro para você.

Em resumo, comprar ou vender um veículo usado pode ser sim um excelente negócio, basta que você siga essas 6 dicas antes de concretizar qualquer negócio e você terá a consciência tranquila de que está fazendo um bom negócio.

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Um grande abraço e até o próximo post.


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